Tecnologia utiliza óleos essenciais para o controle de pragas que afetam a cultura do morango.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu, nesta terça-feira (21), a carta-patente nº BR 102019026079-3 para a invenção “Composição inseticida à base de óleo essencial natural para controle de Solenopsis saevissima e Cerosipha forbesi”, de titularidade compartilhada entre o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A tecnologia foi desenvolvida para o controle de duas pragas agrícolas que afetam a cultura do morango por meio da utilização de óleos essenciais de origem vegetal.
A patente refere-se a uma composição inseticida formulada com princípios ativos obtidos das espécies vegetais Tephrosia vogelii e Piper aduncum. Conforme o relatório descritivo, a invenção busca controlar as populações da formiga-lava-pé (Solenopsis saevissima) e do pulgão-do-morango (Cerosipha forbesi), insetos considerados importantes pragas em sistemas de produção de morango, principalmente em cultivos orgânicos e agroecológicos.
Segundo a documentação técnica da patente, a tecnologia foi desenvolvida como uma alternativa aos inseticidas sintéticos, que utilizavam compostos naturais de origem vegetal com o objetivo de reduzir a degradação ambiental e a contaminação associadas ao manejo convencional de pragas. O relatório, também, destaca que a composição busca minimizar os prejuízos econômicos causados pelos insetos à cultura do morangueiro e contribuir para o manejo fitossanitário dessas espécies.
Os testes descritos no processo de patente foram realizados em laboratório e em condições de semi-campo. De acordo com os resultados apresentados, determinadas concentrações dos óleos essenciais proporcionaram mortalidade de 100% para o pulgão-do-morango em 24 horas de aplicação, enquanto o óleo essencial de Piper aduncum apresentou mortalidade superior a 80% para as duas espécies avaliadas nas concentrações testadas.
Além do uso dos princípios ativos de origem vegetal, a documentação da patente prevê que a composição possa ser apresentada em diferentes formulações agrícolas, como solução, emulsão, suspensão, spray, aerossol, gel e filme protetor, que permite sua aplicação em diferentes partes das plantas e em sistemas de manejo fitossanitário.
O pedido de patente foi depositado em 10 de dezembro de 2019 e teve sua concessão formalizada pelo INPI em 21 de julho de 2026. A proteção é válida por 20 anos, contados da data do depósito, nos termos da legislação brasileira de propriedade industrial. A invenção tem como inventores Luciano Menini, Ana Terra Bravim dos Santos, José Salazar Zanuncio Junior e Luciana Alves Parreira Menini.
Veja os dados da patente:
Número do Depósito: BR 102019026079-3
Depósito: 10 de dezembro de 2019
Expedida em: 21 de julho de 2026
Titular: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes); Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Título: Composição inseticida à base de óleo essencial natural para controle de Solenopsis saevissima e Cerosipha forbesi
Inventores: Luciano Menini; Ana Terra Bravim dos Santos; José Salazar Zanuncio Junior; Luciana Alves Parreira Menini.
Fonte: Agifes
